terça-feira, 17 de julho de 2012

Onde meu porquinho da índia vai ficar:

Você pode alojar seu porquinho em uma gaiola ou cercado no chão, que é a melhor opção no caso de se possuir vários animais.
O tamanho mínimo de uma gaiola para um ou dois animais é de 80×80 cm  de piso, sendo que quanto maior for, melhor será a qualidade de vida deles.
Porquinhos-da-índia fazem muita sujeira, sendo necessário limpar o alojamento a cada dois dias.
A gaiola pode ser revestida com jornal, o que facilitará depois a limpeza. Também se pode usar serragem ou feno, mas aconselho que seja revestida com areia de gato, pois além de higiênica mascara o cheiro da urina que é bastante forte.
Aconselha-se a não usar madeira ou qualquer material com capacidade de absorção na construção do alojamento, pois são muito difíceis de se limar completamente; sempre ficará um pouco de urina retida, e o resultado disto será um cheiro desagradável. Também a madeira pode abrigar parasitas, sendo depois muito mais difícil de se exterminar com eles. Além de tudo isso, porquinhos-da-índia são roedores e como tais certamente irão destruir em pouco tempo qualquer coisa que consigam roer, e madeira é uma delas.
Você pode utilizar como casinha o mesmo cubo usado para casinhas de chinchilas.
Por serem animais tímidos, é necessário que se providencie locais próprios para esconderijo, onde se sintam seguros. Isto pode ser feito usando-se casinhas, que podem ser do tamanho de uma caixa de sapato (se for abrigar um único animal, e maiores se forem mais indivíduos), com uma pequena abertura, suficiente apenas para entrarem com facilidade. Essa casinha pode ser feita com acrílico opaco, que é um material leve e fácil de limpar, mas também pode ser de outros tipos de plástico ou outros materiais. Até mesmo uma caixa de sapato virada de cabeça para baixo com uma abertura pode servir, mas terá que ser trocada regularmente à medida que vai ficando suja.
Jamais aloje seu porquinho-da-índia numa espécie de aquário, como os usados para hamsters, pois eles necessitam de ventilação.
Como meu porquinho se comporta:
Os porquinhos-da-índia são animais de natureza incrivelmente sociável, capazes de relações e estruturas sociais complexas. Mas ainda há muito que não sabemos sobre eles.
São animais que vivem em grupos rigidamente estruturados. Há um macho líder, que tem o domínio sobre o território, fêmeas e comida; várias fêmeas e filhotes, e jovens machos subordinados.
O macho líder, geralmente o maior e mais forte, impossibilita que outros machos já maduros se acasalem, se alimentem junto com os outros, e, até mesmo, que utilizem o mesmo refúgio que o resto do grupo..
Por isso, é comum os jovens machos viverem ao redor do grupo, na periferia, sempre mantendo uma distância saudável do macho líder. Porém, muitas vezes, ficam escondidos e esperam o líder se afastar para sorrateiramente buscar a apetitosa comida e ir atrás das fêmeas.
Muito embora eu nunca tenha observado porquinhos-da-índia verdadeiramente selvagens, suponho que esse comportamento do líder leve os jovens machos a abandonar o seu grupo de origem para formar seus próprios.
Em cativeiro, no entanto, todos machos que nascem crescem sabendo que determinado macho é o dominante. Depois de adultos, mesmo sendo mais fortes, não enfrentarão o líder, a menos que este já esteja muito velho, pois vivem com um sentimento de inferioridade e medo constantes. 
Já as fêmeas não enfrentam uma realidade tão dura. Apesar de haver hierarquia entre elas, não são tão agressivas umas com as outras, e jamais correm o risco de serem expulsas do grupo. Todas são sempre bem aceitas pelo macho líder em qualquer situação. Na verdade, são elas, muitas vezes, as causas de tanta rivalidade entre os machos. Há algumas referências de que as fêmeas podem lutar entre si por status, mas jamais irão expulsar as perdedoras ou de baixa posição social, nem irão privá-las de comida e acasalamento, como fazem os machos entre si. 
Elas parecem não se importar com quem vão acasalar: é de quem chegar primeiro. Talvez por isso o líder tenha que manter uma vigilância constante sobre elas, o que deve ser meio estressante quando se tem uma média de dez ou mais fêmeas no grupo.
A corte envolve um comportamento bastante característico que inclui sons e linguagem corporal. 
O macho se aproxima da fêmea fazendo prrrrr e “rebolando” (fica parado levantando  ora uma pata traseira, ora a outra); esta dança é chamada de “rumba”.
Mesmo se a fêmea estiver no cio, irá ignorá-lo no início. Depois tentará se aproximar e ele ou ela irá levantar a cabeça para o outro lhe lamber o pescoço. Esse é um sinal de carinho e parece ser definitivo para mostrar que a fêmea está pronta, embora algumas vezes seja suprimido da corte.
As fêmeas depois de grávidas passam a evitar os machos e perto da hora do parto, procuram um lugar seguro para dar à luz.
Apesar das fêmeas serem boas mães, não são lá muito carinhosas. Muitas vezes caminham por cima de seus filhos fazendo-os rolar no chão; na hora da comida são capazes de arrancá-la da boca dos pequenos, mesmo que haja alimento de sobra, e isto pode ser feito com tal violência que pode levantar o filhote do chão. Mas defenderão ferozmente sua cria de qualquer agressor e atenderão correndo cada vez que gritarem por atenção.
Podem formar berçários, ou seja, um local onde ficam todos os filhotes de todas as fêmeas, e todas as fêmeas amamentam todos os filhotes.
Em geral, o local do berçário não é o mesmo que o resto do grupo utiliza como refúgio.
Os filhotes podem ser deixados sozinhos por várias horas enquanto a fêmea se alimenta.
Importante:
Fêmeas criadas na ausência de machos podem se tornar bastante agressivas com fêmeas estranhas e até mesmo com filhotes (de ambos os sexos). Para se diminuir essa agressividade, pode-se colocar um pouco de perfume na fêmea dona do território e na fêmea estranha, a fim de mascarar as diferenças de odores; o ideal é que se faça a apresentação dos animais em território neutro e amplo, a fim de reduzir as disputas e permitir que a fêmea mais fraca fuja caso se sinta muito ameaçada. Seguindo-se essas regras, normalmente as fêmeas acabam por tornar-se amigas, e após algumas horas não deverá haver mais atritos entre elas.
- Dois porquinhos machos praticamente SEMPRE acabarão brigando quando atingirem a idade adulta (mais de 10 meses), a menos que mantidos em um cercado suficientemente grande pra que cada um possa ter o seu próprio território. Quando criados em gaiolas, aconselho a somente manter juntos machos jovens e sem a presença de fêmeas.A briga de dois machos adultos costuma ser muito séria, podendo inclusive resultar na morte de um ou ambos os animais. 
Por essa razão, aconselho enfaticamente que NUNCA se deixe dois machos adultos juntos, mesmo que a princípio estes pareçam se dar bem.
Como se comunica os porquinhos com a gente e entre si mesmo: 
Cuíí, cuíí, cuíí ! = chamar a atenção de alguém. Pode ser o filhote abandonado chamando por sua mãe, ou um porquinho faminto implorando por comida ao seu dono.
 
Cuíííííííííííí !!!!! =simboliza medo e desespero.
 
Purr = prazer e segurança. Pode ser emitido por um macho fazendo a corte, por um porquinho-da-índia sendo acariciado.
 
Drr = sinal típico de alerta a sons desconhecidos, altos ou desagradáveis
 
Resmungo, som baixo e curto = manter contato com os outros
 
Bater os dentes = estão brabos ou querem avisar o oponente de que não estão gostando de algo.
 
Chorinho = som normalmente emitido pela fêmea não receptiva às tentativas de corte do macho.
 Cuidados a serem tomados:
Quando for comprar seu porquinho-da-índia, certifique-se de que ele esteja saudável e procure por sinais de doenças, tais como: diarréia, pêlo eriçado e opaco, piolhos, áreas peladas e olhos lacrimejantes. Não compre um animal se desconfiar que esteja doente. Procure também por animais jovens, que se adaptarão melhor e mais rápido às novas circunstâncias. Ao trazer o animal para casa, já tenha pronto o seu alojamento. Forneça-lhe alimento e água e o deixe descansar e se recuperar do stress da mudança.
Os potes de comida e água devem ser de material pesado, como cerâmica, para que eles não os derrubem, e que possam ser amarrados nas grades da gaiola. Para a água também se pode usar aqueles bebedouros automáticos especiais para cobaias de laboratório, que mantêm a água mais limpa.
É importante lembrar que porquinhos-da-índia são animais extremamente sociáveis e se sentirão tristes e deprimidos se forem criados sozinhos numa gaiola, principalmente se você não dispuser de muito tempo para dedicar a ele. O ideal é que se tenha pelo menos dois, assim um fará companhia ao outro.




5 comentários:

  1. Qual a função da Glândula sebácea nos porquinhos da Índia???? Eu sei a função das glândulas sebáceas... eu quero mesmo saber a função específica neste animal! Obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A função específica é para não ter ressecamento e também tem a função de inibir o crescimento de microrganismos na pele.

      Excluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Tenho uma fêmea q está com três anos,sempre sozinha,sera q se eu colocasse outra fêmea agora perto dela,daria certo? não quero macho pra não procriarem

    ResponderExcluir
  4. Tenho uma fêmea q está com três anos,sempre sozinha,sera q se eu colocasse outra fêmea agora perto dela,daria certo? não quero macho pra não procriarem

    ResponderExcluir